Durante alguns meses a gripe suína estava em todos os lugares, soprada pela mídia. Só para comparar com dois nomes que rodam bastante por aí: No Google, há pouco, havia 104 milhões de resultados para a gripe enquanto Jesus aparecia com 189 milhões, sendo que este conta com alguns mil anos de vantagem sobre a tal gripe. A coca-cola aparece com míseros 43,9 milhões.
A virtude de ter uma mídia global, em que as notícias se espalham mais rapidamente que um vírus, é que isso pode ser usado para alertar a população e cobrar do poder público medidas preventivas.
Mas ao mesmo tempo, sabemos o que acontece quando um tema com potencial explosivo cai nas graças da mídia. Não é raro ver a imprensa deixar o fato de lado e ir na direção da audiência desenfreada e a qualquer custo, promovendo o sensacionalismo e ganhando muito com o pânico e a fofoca.
Como o cidadão pode diante disso, filtrar o que é fato e o que não é, se suas fontes de informação podem estar "contaminadas". Além disso, é ingenuidade achar que esse mesmo processo midiático também não influencia a tomada de decisões por parte de governos, que estão aumentando estoques de remédios anti-virais para enfrentar essa suposta pandemia.
Qual vai ser quantidade realmente necessária e quanto vai ser excesso para lucro de industrias farmacêuticas?
Vale lembrar que a aids, lepra, fome, malária e até a gripe normal matam muito mais do que a nova gripe e que pelo poder que a mídia possui deveria ter um pouco mais de responsabilidade quando for expor determinados assunto e pensar mais na população e nao apenas em vender notícia como acontece com uma pequena parcela de jornalistas.
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