quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Micheal Jackson é um tubarão

Representação de pessoa ou coisa, semelhança ou representação de uma ideia, essas são as possiveis definições de imagem. A construção da imagem é algo muito comum entre artistas, e como se a imagem dos artistas fossem iguais ao dente do tubarão, esses são presos a uma mandíbula por um tecido macio e caem o tempo todo, o que é fundamental para o tubarão onde os dentes gastos ou quebrados são constantemente substituídos por outros novos, esse é o principio da construção de imagem toda vez que uma imagem cai, ela é rapidamente reposta por outra nova.
Michael Jackson pode ser considerado como um dente de tubarão, sempre se reinventando, inovando e reconstruindo sua imagem, ja teve varias imagens perante ao publico, já foi o menino que fez sucesso com o Jackson 5, depois como cantor solo onde 5 de seus albuns se tornaram os mais vendidos mundialmente, Off The Wall(1979), Thriller(1982), Bad(1987), Dangerous (1991) e HIStory(1995).
Outras fases da imagem do cantor foram bem menos aceitas e mais polêmicas, como quando houve varias discussões sobre a mudança da cor da sua pele, quando foi acusado de abuso de crianças, mesmo a investigação tendo sido arquivada a imagem do cantor ficou seriamente danificada, mas como os dentes do tubarão Michael estava se reerguendo planejando uma nova turne mundial que antes de sua morte ja tinha todos os ingressos esgotados.
A morte de Michael Jackson fez com que todas as imagens polêmicas relacionadas a ele fossem esquecidas, deixando uma última onde ele é lembrado como um cantor de grandes inovações musicais, de grandes passos de dança como o moonwalk()
O último trabalho de Michael Jackson foi os ensaios para sua turne mundial que vai virar um documentário sobre seus ultimos meses de vida, This is it já está com os ingressos esgotados, os ingressos para exibição de 27 de outubro, um dia antes da estreia internacional do filme, acabaram em Los Angeles duas horas após terem sido colocadas á venda.
Assista ao video This is it:
 

Influenza ou ... INFLUÊNCIA ?

A gripe suína ou influenza A(H1N1),por alguns meses foi o motivo de um temor mundial fazendo com que as pessoas, no mundo inteiro, ficassem reclusas e com pavor da contaminaçao por esse "novo"vírus mortal. Alguns especialistas defendem que essa pandemia foi algo cauculado e projetado com outros fins, entre eles o comercial.

A taxa de mortalidade dos casos confirmados de SRAG pelo novo vírus é de 0.029 óbitos por 100mil habitantes.Cabe destacar que, de acordo com o protocolo brasileiro, o cáuculo da taxa de letalidade em relaçao ao total de casos de influenza nao é mais utilizado como parâmetro para monitorar o comportamento da doença, uma vez que os casos leves nao sao mais notificados, exceto em surtos.Somente aqueles que se tornam graves, fazendo facilmente entender que o nivel de gravidade da gripe suína para a gripe comum se mantem semelhante(19% para a nova gripe e 18.5% para a comum), reforçando a indicação de que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internaçao deve ser a mesma para os casos de síndrome gripal.

Devo lembrar que inclusive os casos de gripe comum, só os graves é que sao contabilizados. Ou você acha que o governo contabiliza a gripe que você pegou ano passado? Mesmo porque você comprou um antigripal, foi pra casa,dormiu e sarou. Nem pisou no sistema público ou privado de saúde.

Você assimilou a informação? A gripe suína nâo é mais mortal que a gripe comum. O medo é ótimo para a política. Já dizia maquiavel que" tudo que um governante precisa é de uma crise para baixar as medidas drásticas que nunca são aceitas". Não sabemos se pode ser aplicado nesse caso.

Posso parecer frio e sem coração, mas quero ser realista e basta matar grávidas,crianças e idosos que as pessoas ficam alarmadas, mesmo que isso represente 60 pessoas entre 180 milhoes(quando também temos óbitos todos os dias de hepatite,aids,homicídios,fome... Dessas mesmas crianças,idosos, grávidas e muitos trabalhadores por todo território nacional.).

- Em média, no Brasil,1455 pessoas se infectam com AIDS por mês.

- Em 2008, (dados parciais até julho de 2009) tivemos 5.124 casos de Hepatite B-HBV.

-Em 2007 o HPV teve 11.560 casos com 467 óbitos, taxa de mortalidade de 0,0403. dobro do H1N1.

-35.146 pessoas morreram no trânsito Brasileiro, isso é bem mais que 60 pessoas.

-AIDS mata 31 vezes mais do que a "nova gripe"

-493.949 casos de dengue de janeiro a junho de 2008 com 93 mortes.

Você entendeu que foram quase meio milhão de casos de dengue no Brasil em menos de 6 meses? Se a gripe suína e epidemia ,o que dirá da AIDS E DA HPV,isso sem falar no trãnsito e mortalidade infantil.

A verdade é que quando pessoas morrem nós ficamos comovidos, e quando temos alguém para colocar a culpa e "queimar na fogueira"essa comoção toma proporções maiores (principalmente com interesses comerciais no meio). Que a gripe suína foi uma novidade perigosa para a população mundial, isso não resta dúvidas e como resultado algumas mortes contabilizadas, mas o perigo de uma gripe suína nao é maior do que uma gripe comum, tuberculose, hepatite, AIDS...Doenças que ja estamos acostumados a viver e sobreviver.

Analisando esses fatos com frieza é possivel que cheguemos a algumas conclusões interessantes. Talvez o pânico gerado em torno desse "novo vírus" tenha sido "levemente exagerado".Pode ser ainda que , haja grupos economicos e políticos que tenham se beneficiado desse leve exagero; uma vez que que a quantidade vendida de medicamentos,máscaras e demais acessórios de combate ao "novo vírus" foi ignorante e feita com exclusividade por alguns grupos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A beleza inventada

Cada vez mais se perpetua a idéia de que o ideal de beleza nunca será alcançado nem verdadeiro. Foi pensando nisso que a Dove, uma empresa Global, se preocupou com o fato de que este retrato limitado de beleza estava privando mulheres de um reconhecimento e usufruto de suas próprias belezas.

Desta forma, a empresa criou este vídeo, que é mais uma peça da Campanha pela Beleza Real. Nele podemos acompanhar a realidade de uma modelo, que de uma forma resumida, consegue alcançar uma beleza artificial com maquiagens e retoques do famoso programa “Photoshop”, que edita imagens.

É impressionante a transformação, e prova o conceito demonstrado pela sua assinatura: “No wonder our perception of beauty is distorded” (Não surpreende que a nossa percepção de beleza seja distorcida). Já que vemos beleza em coisas artificiais, e não na beleza natural.

E assim, este comercial apenas mostra a realidade por trás das câmeras fotográficas e cinematográficas. Tantas transformações e edições para alcançar tal ideal utópico acabam por mostrar nada mais que a superficialidade, sem personalidade e sem emoção.

Quem quer ver gente feia? Mas também, quem quer ver mentira?


Se não conseguiu visualizar, clique AQUI.

domingo, 25 de outubro de 2009

A Cidade da Música está morrendo!!! Ou melhor, VAI MORRER!!!



Mas porque demolir a cidade da música ? Seria isso justo com a população ?
Será mesmo essa a melhor solução ??
Não acredito que transformar 500 milhões de Reais em pó seja a melhor solução para nada!!!
Mas me parece que é exatamente isso que o nosso prefeito Eduardo Paes está querendo fazer. De acordo com o prefeito as obras seriam retomadas em julho e até agora nada. A princípio, passou para outubro... Confira:

Com essa certeza, a única dúvida é se ele realmente vai fazer o que estão dizendo,
DEMOLIR A CIDADE DA MÚSICA!!!

E você, o que acha disso ??
Pois é, parte da população já tem uma opinião formada a respeito desse assunto, e decidiu ir até o nosso ilustre prefeito e reivindicar essa grande novidade!!! Ou confirmar essa informação...
Agora vê se pode né... Quem o nosso prefeito peeensa que é ?!?
Deve no mínimo estar se achando o dono da cidade !

E o Oscar vai para...


Atualmente os “Reality Shows” tem ganhado espaço na programação devido a sua popularidade e sua semelhança com a “vida real”. Vemos participantes se tornarem grandes celebridades em segundos, pessoas que não eram nem reconhecidas nas ruas passam a ter um valor tão grande que fã clubes são criados, e alguns podem se tornar exemplo de vida para algumas pessoas.


Mas será que podemos considerar esses “atores” como modelos de como queremos nos comportar?


“Atores” porque sabemos que muito do que vemos é planejado e ensaiado por cada um deles. Atitudes que os tornariam mais populares, atitudes essas que uma vez assistidas pelos telespectadores são capazes de transformar vilões em heróis, santas em devassas, vítimas em criminosos.


Um exemplo bem atual é o ganhador do Big Brother Brasil 9, Maximiliano Porto ou Max. Vimos um ótimo ator na casa mais observada do Brasil. Jogos psicológicos, manipulações, e estratégias já ensaiadas antes mesmo do programa começar.


Até sua ex namorada Francine Piaia declarou sobre suas armações, falou até que foi usada como parte do plano de Max para conseguir popularidade e conquistar a vitória.

http://natelinha.uol.com.br/2009/07/22/not_24060.php

Entretenimento sim, mas será mesmo que podemos idolatrar pessoas que não sabemos ao certo quem são?

Se a Globo prestasse mais atenção nos seus participantes o número de “ex bbbs” na nossa programação diária seria bem maior.


Oscar para eles! E que venham as próximas revelações, afinal de contas as inscrições para o 10 já começaram, quer se inscrever?

sábado, 24 de outubro de 2009


No início do ano, fui fotografar a festa de São Jorge, em Quintino, com professores, e ex-alunos da faculdade. Chegamos umas 5 horas da manhã, e as ruas já estavam lotadas, quase sem espaço para andar. Consegui subir em um muro, e logo depois o fotografo Marcus Vini veio também. Ficamos ali um bom tempo, mais ou menos até a 6 horas, quando as ruas ficaram muito mais cheias, e começou a haver confusões e empurra empurra.

Então vi um homem segurando um fuziu, que estava acima de todas as pessoas, fotografei, e mostrei para o Marcos que também fez umas fotos. O homem estava em cima de alguma coisa, não dava para ver o que era. Ele ficou poucos segundos ali entregou a arama para um policial que estava em baixo e logo desceu.

Enviamos as fotos para uns jornais, a foto do Vini era colorida então escolheram ela, a foto saiu na maioria dos jornais do Rio.

Mas a informação publicada foi que esse homem, não era um policial, era um agente carcerário, falaram que ele estava em cima de uma carro e que dava ordens, e organizava a multidão.

O fato é que ele não estava em cima de nenhum carro, não havia espaço para nenhum carro ali, ele ficou poucos segundos e não estava organizando multidão nenhuma, ele apenas segurou a arma por uns momentos, desceu e foi embora.

Esse é um exemplo claro que a mídia não é 100% real, ela falha e inventa informação, não podemos confiar em todas as coisas que lemos e ouvimos, a imprensa, a mídia é falha e mentirosa!

AS VERDADES SOBRE AS MENTIRAS

De acordo com a Wikipédia, mentira é uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela. Uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa; e histórias de ficção, embora falsas, não são mentiras. Levando essa visão para o mundo artístico, o que seria a mentira para quem trabalha com a imagem? Até que ponto pode-se disser que uma coisa é verdadeira ou falsa no mundo do entretenimento?

A partir da adolescência começamos a criar nossos ídolos, pessoas famosas com as quais nos identificamos pelo estilo, forma de se vestir, agir, opiniões... Com o tempo percebemos que alguns não eram realmente aquilo que pareciam ser.

No meio musical, muitas bandas e cantores adotam um estilo de acordo com a música que querem trabalhar. Uma banda com músicas de rock pesado, heavy metal, por exemplo, é praticamente obrigada a adotar um estilo dark e sombrio nas roupas, cabelos, tatuagens e comportamentos. Mas será que essa imagem é própria dos artistas? Ou é a indústria do entretenimento que exige isso deles?

A cantora Britney Spears é um exemplo de como a imagem de uma adolescente virgem foi criada no início de sua carreira de acordo com suas músicas inocentes, seu comportamento, suas roupas, entre outras coisas, e depois se modificaram radicalmente para dar lugar a uma mulher rebelde, sensual, cantando músicas com letras picantes. Britney passou por diferentes estereótipos e sua música se modificou de acordo com a imagem que pretendia passar. Ou seria o contrário?

Na verdade não sabemos ao certo das verdades e mentiras do mundo do entretenimento, pois sempre são criados personagens para serem aceitos por determinados tipos de públicos. Talvez isso aconteça porque com o tempo fomos condicionados a nos relacionar por meio de imagens. Quem não conhece a famosa frase só acredito vendo? O conceito de verdade passou a ser definido pelos sentidos, principalmente pela visão. A indústria do entretenimento sabe disso e usa esse recurso muito bem.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Peixe causa amnésia?


No mês passado foi publicado em todos os jornais da cidade de Xangai, na China, que uma menina de 12 anos perdeu a memória após ter sido atingida na cabeça por um peixe. Sayuri Shaoqi andava na rua quando o peixe foi lançado de um açougue, que funcionava em um prédio na rua em que ela passava.

O acidente foi descoberto através de um site de relacionamento de amigos da vítima e o assunto acabou caindo nas mãos de médicos que não entendiam o motivo da perda da memória repentina.














O dilema durou mais de dois meses, discutido em artigos e jornais locais, já que ninguém encontrava a menina e a família para esclarecer sobre o assunto. Depois de muito procurar, um jornal descobriu que tudo o que tinha sido dito não era real, que na verdade, a história começou de um trabalho escolar divulgado pelos amigos no site e ao ter sido encontrada, Sayuri foi até a redação do jornal e explicou toda a situação.

Há 34 anos “rolou” na mídia um caso muito similar, que basicamente tinha o mesmo desfecho: a mentira. Porém foi um caso muito mais sério: “O caso do bebê diabo”, pois consistia na falta de ética de um jornalista que ao chegar ao local de sua pauta, não encontrou o que procurava e resolveu inventar uma história.

Como isso pode? Um jornalista, integrante do quarto poder, ter tanta falta de ética ao ponto de inventar uma matéria para ganhar seu espaço? Pior ainda o caso da menina, que não sabia nem da história em que tinha se envolvido e estavam estudando sobre o seu cérebro.

Ao ver essa situação, está mais que provado o poder da mídia como influência na sociedade, que às vezes mesmo não sendo real, por falta de informação sobre o assunto, toma um rumo verdadeiro, modificando rotinas e às vezes até causando conseqüências ao “personagem” da história.

As faces da campanha.



Por que será que os nossos políticos criam personagens para ludibriar os seus eleitores, ou melhor, porque não conseguimos enxergar essas mascaras postas de forma tão perceptíveis, será que o nosso desespero e anseio por mudanças nos tem deixado cegos?
É um absurdo a forma como o povo é enganado no período eleitoral, as fantasias e os personagens são acoplados a cada político como se fossem os seus escudos contra a verdade.
As imagens e as mensagens são construídas e transmitidas à gosto do freguês.

Em uma campanha política vale tudo, colocar cabelo em careca, consertar olhos e bocas tortas no photoshop, andar maquiado nas ruas dando “pinta de galã”, vestir personagens do interior, falar errado para parecer do povo, segurar criancinhas remelentas no colo, beijar velhinhos sujos e muito mais.
Pois não há nada que não possa ser resolvido com um bom banho de álcool assim que chegam em casa, logo após um dia duro e cansativo de campanha.

As campanhas são tratadas hoje, como um comércio de venda de imagens, pessoas são montadas e comercializadas para todos os públicos e gostos.
Há por exemplo, quem trabalhe a verdade como um dom de iludir, expondo alguém ou a si para conseguir o sonhado poder. Mostrando ser tão verdadeiro a ponto de falar até dos seus.
Porém, o importante é observar pequenas atitudes ou gestos, para tentar desvendar a verdadeira face do político, desconfie do “senhor certinho” e fique atendo com o “senhor super sincero”.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mentiras Vendáveis

Pasta para dentes mais brancos, xampu para cabelos cacheados, produtos para emagrecer quase 10 quilos em um mês, creme para rugas e removedor de celulites, são apenas alguns exemplos das promessas contadas pela publicidade e pelo marketing da empresa.



Em todas as propagandas sempre aparecem mulheres lindas, com os cabelos mais soltos e brilhosos que você já viu, com corpos esculturais, aquele que sempre sonhou em ter. Mas será que elas realmente chegaram ao corpo que sonharam ou ao cabelo impecável através do produto vendido? Na maioria das vezes não, e para dar mais visual ao produto, um programa como photoshop resolve qualquer defeito.


Um bom exemplo que engloba a figura da mulher “perfeita”, sem o indesejável “pneuzinho”, com o ato de compra são as propagandas de cerveja em que sempre aparece o local perfeito com sol, amigos, a cerveja gelada, e é claro, aquele “mulherão” por perto, fazendo com que o consumidor tenha um desejo, criando uma necessidade sobre aquele produto, como se ele ao comprar o produto estivesse levando ao mesmo tempo o sol, a mulher e todos os amigos juntos, o que na verdade não acontece no dia-a-dia do consumidor, mas que ele ao olhar acaba idealizando e fazendo com o que o produto não seja algo supérfluo e sim necessário para aquele momento. Para cada propaganda de três minutos dessa, existem horas e horas de preparação, maquiagem, luz, estúdio e muitas outras coisas.




Os consumidores normalmente se “contradizem”, muitas das vezes sem nem perceber, pois ao mesmo tempo em que reclamam das mentiras publicitárias, sabendo que muitas não vão dar o efeito prometido ou a satisfação oferecida, continuam comprando, pois são envolvidos pelo belo trabalho da empresa e acabam deixando de lado o modo racional, afinal de contas, não custa nada valorizar a vaidade e ficar com a auto-estima em dia não é?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

GOOOOOOOOOOOOOL ou GOL ?


Existe imparcialidade quando o narrador de futebol grita GOL contra o seu time de coração?

A polêmica existe, nem todo jornalista consegue ser imparcial quando entra numa cabine para narrar um jogo. Seja num jogo do seu time ou de um que não seja de sua simpatia, o que leva a serem muito criticados e ganharem ”inimigos” entre os torcedores adversários. Quem acompanha futebol, percebe que em determinados lances da partida alguns narradores deixam transparecer a paixão pelo seu clube, abandonando a prática da imparcialidade e a ética e profissionalismo que o meio exige.
Normalmente, toda partida de futebol acaba aos 90 minutos com lances polêmicos e erros de arbitragem. A postura do “narrador torcedor” diante desses erros é provada quando o seu clube é prejudicado por um erro de arbitragem, se mostrando revoltado diante do ocorrido, mas quando o erro é a favor do seu clube os comentários são visivelmente moderados.
Numa “mesa redonda”, após a partida, é que a parcialidade se mostra gritante. Normalmente tem um jornalista que “puxa a sardinha” pro seu lado, criticando os árbitros que erraram contra seu clube e não reconhecendo a competência do adversário, até mesmo menosprezando os times pequenos nos campeonatos estaduais. No vídeo abaixo, o jornalista Renato Maurício Prado, flamenguista ferrenho, dá como certa a eliminação do Resende, pequeno clube do interior, diante do seu time, onde desdenha a classificação do time na semifinal do campeonato.



Quando Galvão Bueno entra em cena para narrar os jogos da seleção brasileira, a mesma parcialidade acontece. O que pode ser explicada pelo patriotismo, por ser um jogo em que todo o povo brasileiro se une para torcer para sua seleção, inclusive o narrador. Por não se tratar dos clubes brasileiros, a torcida é única então a parcialidade não é vista como vilã.
Um exemplo dessa polêmica toda em torno do futebol brasileiro, foi a partida no Recife pela final da Copa do Brasil de 2008 em que estavam em campo o time do Corinthians Paulista e do Sport Clube Recife. O narrador Luciano do Vale se rebelou contra o comentarista Neto que, sendo torcedor do Corinthians, não conseguiu a proeza da imparcialidade, na hora de comentar o jogo. Veja as críticas de Luciano do Vale no vídeo abaixo:


Mentiras que a gente adora ver no telão

Carros que explodem com uma simples batida, mocinhas que acordam maquiadas e penteadas e mais mentiras que a gente adora ver na tela grande.



1. Tiros

Nos filmes, pessoas morrem imediatamente se tomam um tiro em um lugar que não a cabeça. Em um tiroteio, o mocinho escapa de todas as balas. Baleado em 50 lugares diferentes, o vilão/mocinho consegue se levantar para tentar desferir um último golpe contra o mocinho/vilão. Ninguém nunca recarrega as armas. Você NÃO vai ver isso em: “Fogo Contra Fogo” (1995).

2. Exército de um homem só

Armado até os dentes, o mocinho luta contra dezenas de inimigos sozinho – e os vence. Ele raramente toma tiros. Se é atingido, não morre (ver item 1). Também sozinho, um espião penetra um edifício de segurança máxima vencendo dezenas de guardas. Você NÃO vai ver isso em: “Gran Torino” (2008)

3. Carros explodem com uma simples batida

Em alta velocidade depois de uma perseguição, dois carros se chocam e provocam explosão imediata equivalente a vários quilos de dinamite. Você NÃO vai ver isso em: “Operação França” (1971)

4. Barulho e explosões no espaço

Espaçonaves que passam pela tela fazem barulhos ensurdecedores, ignorando a Física (você sabe: o som não se propaga no vácuo). Apesar de não haver oxigênio para combustão, explosões inacreditáveis são comuns em uma guerra espacial. Você NÃO vai ver isso em: “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968)

5. Pancadas na cabeça

A mocinha segura uma garrafa atrás do corpo. O vilão, confiante, dá as costas a ela, que aproveita o vacilo do inimigo e arrebenta o vidro na cabeça dele, deixando-o desacordado. A pancada para desnortear alguém precisaria ser muito mais forte, mas a mocinha aproveita o momento e foge. Você NÃO vai ver isso em: “Irreversível” (2002)

6. Táxis

É muito fácil pegar um táxi em uma rua congestionada: é só levantar o braço e gritar para que o primeiro carro de teto amarelo encoste. Na hora de pagar a corrida, as pessoas sempre dão o valor exato e nunca, jamais, pedem troco. Você NÃO vai ver isso em: “Taxi Driver” (1976)

7. Cansaço?

Viajar de um lado ao outro do país não cansa a mocinha que está em busca de seu amor. Correr por dias a fio atrás de um bandido sem parar para dormir não cansa o policial experiente, tudo o que ele precisa é de café. Você NÃO vai ver isso em: “Insônia” (2002)

8. Ninguém perde tempo no trânsito

Ir de um extremo ao outro de Nova York em um carro é fácil, mesmo com as ruas congestionadas. Em 15 minutos, o protagonista sempre chega aonde precisar. Você NÃO vai ver isso em: “As Aventuras de Mr. Hulot no Tráfego Louco” (1971)



9. Sempre bela
Depois de uma noite de amor intensa, a mocinha acorda com o cabelo no lugar, maquiada, sorridente, sem mau hálito ou vontade de ir ao banheiro. Você NÃO vai ver isso em: “O Diário de Bridget Jones” (2001)

10. O casal sempre termina junto
Não importa se eles acabaram de se conhecer, se namoram outras pessoas, se têm filhos, se estão se mudando para cidades a 10 mil quilômetros de distância uma da outra: o amor supera tudo e os mocinhos sempre, sempre terminam juntos (às vezes casados). Você NÃO vai ver isso em: “Desencanto” (1945)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009